O Jesus Histórico: Vida, Mensagem e
Evidências Documentais
A figura de Jesus de Nazaré, central
para o cristianismo, é um dos personagens mais estudados da história.
Se, por um lado, sua vida e ensinamentos
são narrados nos Evangelhos, por outro, estudiosos se apoiam também em fontes
não cristãs da Antiguidade para confirmar a existência do chamado "Jesus
histórico".
Jesus nasceu em Belém, na Judeia, no início do século I d.C., durante o reinado de
Herodes, o Grande, ou pouco depois de sua morte. Jesus foi criado na cidade de Nazaré, na Galileia, o que justifica o nome pelo qual é conhecido "Jesus de Nazaré". Filho de Maria, teria exercido
a profissão de carpinteiro até iniciar, por volta dos 30 anos, uma missão
pública de ensino.
Seus discursos destacavam o "Reino
de Deus", a valorização dos pobres, a crítica às autoridades religiosas e
o amor ao próximo. Reuniu discípulos, realizou curas e parábolas marcantes.
Ganhou seguidores, mas também opositores, especialmente entre líderes
religiosos judeus e autoridades romanas.
Por volta do ano 30 d.C., Jesus foi
preso em Jerusalém durante a Páscoa judaica, julgado sob a autoridade do
governador romano Pôncio Pilatos e executado por crucificação- método destinado
a criminosos e rebeldes. Seus discípulos, porém, afirmaram tê-lo visto
ressuscitado, convicção que deu origem ao movimento cristão.
Evidências fora da Bíblia
Ainda que os Evangelhos sejam as
principais fontes sobre a vida de Jesus, há testemunhos de escritores e
pensadores da época - muitos deles não cristãos — que o mencionam de forma
independente. Esses registros reforçam que Jesus foi uma figura histórica real,
conhecida em seu tempo.
Flávio Josefo (c. 37 - 100 d.C.)
O historiador judeu, em sua obra
Antiguidades Judaicas (ano 93), faz duas referências a Jesus. O chamado Testimonium
Flavianum o descreve como "um homem sábio, autor de feitos
extraordinários" e menciona sua crucificação por ordem de Pilatos. Embora
parte do texto possa ter sofrido alterações cristãs posteriores, a maioria dos
estudiosos concorda que Josefo de fato mencionou Jesus.
Tácito (c. 56 - 120 d.C.)
Considerado o maior historiador romano
do período, Tácito escreveu nos Anais (c. 116 d.C.) que "Cristo, fundador
do nome cristãos, sofreu a pena extrema sob Pôncio Pilatos, durante o reinado
de Tibério”. Essa é uma das referências mais sólidas e independentes à execução
de Jesus.
Plínio, o Jovem (c. 61 - 113 d.C.)
Em carta ao imperador Trajano (c. 112
d.C.), o governador romano descreve como os cristãos da Bitínia se reuniam
"para cantar hinos a Cristo como a um deus". Plínio não discute a
vida de Jesus, mas mostra que, poucas décadas após sua morte, havia comunidades
organizadas que o reconheciam como divino.
Suetônio (c. 70 - 130 d.C.)
O biógrafo dos imperadores romanos
menciona, em A Vida dos Doze Césares, distúrbios em Roma provocados por judeus
"instigados por Chrestus" (forma latina de "Christus").
Embora o texto seja breve e ambíguo, é interpretado por muitos estudiosos como
referência indireta à influência de Jesus entre os judeus em Roma.
Luciano de Samósata (c. 125 - 180 d.C.)
O escritor satírico grego se referiu a
Jesus como "o sofista crucificado" e ironizou os cristãos que o
adoravam e seguiam sua doutrina, o que confirma o conhecimento da figura de
Cristo fora do ambiente cristão.
Conclusão
A combinação de testemunhos cristãos e
não cristãos sustenta que Jesus de Nazaré foi uma figura histórica real, que
viveu na Palestina do século I, reuniu seguidores e foi executado por ordem de
Pôncio Pilatos.
Ainda que a fé cristã se fundamente na ressurreição,
a existência de Jesus não depende apenas de crenças religiosas, mas também de
registros documentais feitos por historiadores, governadores e escritores próximos
de sua éроса.
Por: James Alex G.Pires.
Fontes: Bíblia João Ferreira de Almeida –
Revista e Corrigida; Wikipédia
Seja bem-vindo! Responderei a todos os comentários dentro do possível!
ResponderExcluirTenho mais de 20 anos na igreja e não sabia que tantos historiadores próximos a época em que Jesus Cristo viveu, tinham citado ele, Pôncio Pilatos e a crucificação de Jesus Cristo. Excelente matéria.
ResponderExcluir